Lugar para pensamentos, poesias, desabafos, comentários, enfim, continuo aqui o monólogo comigo mesma iniciado há anos atrás...agora porém, outros terão acesso a essa conversinha peculiar e se quiserem, poderão conversar também...Todo louco fala sozinho e eu não seria a exceção, não é mesmo? mas agora, que você viu esta página, já não estou tão sozinha...talvez também não seja tão louca...ou, quem sabe, nós os loucos, sejamos a maioria? Seja bem vindo(a)!!!
23 de mai. de 2009
Sei lá...
Não sei o que tenho hoje...tristeza, nostalgia...sinto falta de alguma coisa ou de alguém, mas nada específico. O curioso é que estou rodeada de pessoas, estou curtindo muito todas essas companhias, mas ...sei lá...às vezes é uma música, ás vezes é um gesto que provoca essa sensação de ter perdido o rumo, e eu me apanho pensando em nada, por muito, muito tempo...tentando descobrir em que meu inconsciente está pensando, sem o meu conhecimento, sem minha autorização! No meio da turma, sou a mais animada, sou a palhaça, sou quem começa o agito, quem mais brinca, a mais moleque, a mais adolescente. Mesmo assim, quando a brincadeira acaba, quando a galera vai embora, eu fico ali, mas não consigo ficar sozinha com esse oco, esse vazio, uma solidão tão palpável que chega a me fazer companhia, uma companhia odiosa, aliás.As amigas de férias, pode ser isso. Três colegas de trabalho, todos muito queridos, que se demitiram...pode ser, também. A sensação de que a vida é uma sucessão de perdas, e mesmo ganhando também, muitas coisas e pessoas ultimamente, a sensação das perdas, aparentemente é muito maior, porque é a que fica mais forte, mais tempo. Não sei o que mais posso perder.Queria pelo menos ter medo de me aproximar novamente de coisas e pessoas, pelo menos iria me ajudar, sei lá me proteger , até de mim mesma, dessa mania que eu tenho de me entregar, de confiar nas pessoas, de esperar sempre o melhor e não saber o que fazer depois...Mas maior que essa sensação é a alegria de estar, de compartilhar, são os amigos, os filhos, os amores...se é que se pode chamar assim. A vida sempre se impõe mais que a razão.
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