4 de jan. de 2020

Bioconstruções

     Meu pai tem uma área em Juquitiba.  Pouquinho mais de 6 mil metros quadrados . Faz trinta anos que não vou lá. Ele nunca conseguiu mexer muito lá, construir e tal.
     Agora surgiu, depois dos netos todos adultos, a ideia de juntar a família e faer algo lá.  Casa de campo, algo assim.
     Bem, desnecessário dizer que dinheiro , não há. A família também não é algo de que se diga: "meu Deus, como é unida essa família", não. O que ajuda é o fato de eu ser agente ambiental, educadora ambiental e "permacultora amadora". E apaixonada por bioconstrução.
     A área é de conservação . Mata Atlântica.  E existem tantas tecnicas de bioconstrução que podem coexistir com as árvores! Adobe, superadobe, hiperadobe, cob, cobwood, bambu a pique, capim e lama...enfim. Até as mais tradicionais como pau a pique, ou as
toras.
Nessa hora a gente vê como se dá a mudança (ou não), de paradigmas: A ideia de uma casa de campo sem dinheiro pra investir é ótima. Mas eu vou ter que modelar barro? Pisar barro com palha? Como assim não vai derrubar as árvores? E por aí vai. A casa pode até ser de campo, desde que não use bota e chapéu.
     Tem tudo para dar certo. Se pensar em construir vida com vidas e ainda em vida. Porque uma casa assim gera vida: não derruba árvores. Uma casa assim precisa de muita gente pra ser feita. E as mãos e os pés deixam suas marcas, sabe. A casa é viva, o poder de criação, o sentimento, ficam impregnados.
E não adianta falar contra. A gente também é Bioconstruído
     " És pó e ao pó voltarás "

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